Marinheiro

16.06.2015

As embarcações da vida, são tantas! Quantos caminhos tomados e direções erradas? Imagine agora que isso que eu acabei de escrever é sua vida. Em quantos momentos nos perdemos e sem ajuda não sabemos encontrar o caminho de volta?

              

Marinheiro, se eu contar a minha vida, marinheiro também chora... e chora mesmo! Essa entidade maravilhosa, que Deus colocou em nosso caminho espiritual, justamente toma conta dos nossos sentimentos, toma muitas vezes as rédeas de nossa vida.

        

O marinheiro é aquela pessoa que opera em um barco ou assiste à sua operação, manutenção ou serviço. Esse termo se aplica aos profissionais da marinha e da pesca.

       

E no caminho espiritual esse termo se aplica a uma entidade regida por nossa grande mãe Iemanjá para nos ajudar na manutenção da vida.

              

O marinheiro vem sempre alegre, com a impressão que está bêbado, vem chegando com o movimento da maré, balançando e gesticulando seus braços que em seus abraços muitos se afogam em lágrimas, pois são tomados por uma emoção grande. É ali na emoção que marinheiro age.

              

A linhagem dos marinheiros é composta por espíritos que viveram no mares e nos rios. Espíritos que viveram uma vida humilde com suas redes a pescar para sobreviver.

              

E hoje esses espíritos pescam as nossas emoções.

              

Marinheiros, marujos, jangadeiros e jangadeiras que, por serem do mundo, são negros, loiros, ruivos, mulatos. Uns alegres, outros melancólicos, alguns “embriagados”, outros não. Cambaleando para um lado e para o outro. Homenageando as mulheres do terreiro ao chama-las de sereias. E aos homens, como peixe... num sentido carinhoso de irmandade e muito amor.

              

Suas giras são grandes trabalhados de limpezas, sempre utilizando a força das águas de mamãe Iemanjá, com seus estralar dos dedos, sem percebermos, vão “desamarrando” o nosso astral, desmanchando a energia negativa que nossas emoções vão nos intoxicando. Movimentam grandes energias de purificação e limpeza astral.

              

Aqui, no 7Raios, quem toma conta dessa linha é Capitão Raul, que veio lá do porto da Bahia.

              

São entidades que trabalham na Linha de Iemanjá e também na linha de Oxum, que compõem o chamado “povo da água”, e como aprendemos que a água rege os sentimentos, trabalham 05 que apenas seguem a linha do mar, a renovação de nossos sentimentos. Eu sempre após uma gira de marinheiro, fico “morrendo” de amor pela vida, embebedo-me de carinho pelas pessoas que estão vivendo comigo essa vida. As suas mensagens e conselhos são sempre cheias de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentaram guerras e mares agitados, mas também conhecem a calmaria e a bonança.

              

Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procurá-los em busca de auxílio e de esperança.

              

Os marinheiros carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, não costumam rodear para conversar, são bem direitos, mas também sabem falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Agindo assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam vir nos terreiros em busca de auxílio e de esperança.

              

Um ato muito importante dos marinheiros, é que em suas giras de atendimento, não só trabalham a limpeza energética, mas também são grandes “doutores” e auxiliam no tratamento de dependências de álcool, drogas e jogos.

              

Gostaria de ressaltar que esses grandes servidores da Luz, são verdadeiros magos que, atuando na linha de Iemanjá, trazem a possibilidade de nos libertar de nossas emoções tóxicas, como a falta de amor-próprio, com uma forma bem simpática, lidam com os consulentes de forma extrovertida. Muito diferente do que muitos imaginam, o marinheiro não está embriagado, sei que alguns se mostram assim, mas na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas para o trabalho no centro, se utilizando do próprio médium.

              

Para que vocês possam entender um pouco mais sobre isso, ao redor do médium, existe um campo de energia sustentado pelos chakras (centro de forças), e além da energia gerada a partir da energia do corpo do médium (ectoplasma), existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando incorporados, dançam, giram, balançam, gesticula, etc. Desta forma liberam a energia a forma salutar do mistério ali ativado, aqui explicado, através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através do seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada.

              

Nossa umbanda é tão sagrada, que devemos passar a imagem correta para quem não entende. Se queremos respeito, devemos mostrar o quão séria é nossa forma de se comunicar com Deus.

              

Todos devem estar sempre com pensamentos voltados ao Grande Criador, para que assim a nossa fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem de nosso íntimo e acreditar, lutar pelos nossos ideais.

              

Marujo das ondas do mar, com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. Chegando em Terra para trabalhar.

              

A vida é um espelho. Vigie-a sempre.

              

Seus pontos riscados costumam ter âncoras e ondas, acendemos velas brancas, azuis claras e azul com branca. Sua oferenda, aqui na casa, é porção de camarão, peixe frito no azeite de oliva, peixe assado, etc.

              

Sua saudação: “É da marinha meu pai! ”

 

Adriana Martins

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Instituto 7Raios
Abassá de Ogunté:

 

Somos uma casa com ensinamentos espirituais baseados nas obras de Allan Kardec, Umbanda e no Esoterismo, sem fins lucrativos, sediada na Avenida Água Funda, 250, na Vila Guarani, na capital do estado de São Paulo, Brasil. Foi inaugurada no dia vinte de janeiro de 2003, com autorização do Preto Velho Pai João de Mina e da Cabocla Janaína, entidades dirigentes que determinaram nossas diretrizes, entre as quais está a pratica da caridade.

 

Nossa prática de desenvolvimento mediúnico é fundamentada nos ensinamentos tradicionais da nação Omoloco da Umbanda, conhecida como Umbandablé. Estudamos os ensinamentos transmitidos pelo Caboclo 7 encruzilhas (o codificador da Umbanda). Buscamos, porém, uma religião muito além das tradições, através do estudo e aprendizado como forma de evolução.

 

Diante do nosso compromisso, não nos prendemos nas práticas do culto afro, pois temos a consciência que existem muitas filosofias "mágicas" que contribuem para o desenvolvimento do ser humano e do Planeta. Isto não quer dizer que modificamos a essência da nossa religião, ao contrário, incorporamos no nosso aprendizado a busca do despertar interno.

 

Nossa Filosofia é o despertar em cada assistido ou médium, o seu "DEUS" interior e trazer para sua vida o Equilíbrio, a Estabilidade e a Paz.

 

Todos têm uma verdade a seguir, e aqui ela se encontra dentro de cada um. O que importa é respeitarmos todas as doutrinas e praticarmos o "bem sem olhar a quem".

 

Não somos donos da verdade, desejamos apenas mostrar a essência da humildade umbandista, como é simples e linda a nossa religião.

 

Enfim, estamos fazendo nossa história e convidamos a todos para fazer parte também.

 

 

 

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