Xangô, meu Pai da Justiça, quem ousa te questionar? Kawó Kabiesilé.

24.06.2015

 

          Dizem por aqui, na Terra, que a justiça é cega, e que por mais que a justiça dos homens falhe, a de Deus nunca falhará! A justiça não cede nem à flexão e nem à pressão, assim é Xangô, rígido e estável como as rochas, julga de forma severa, mas sem precipitação e finalmente manda estabelecer a ordem tranquilizadora.

          Nessa minha caminhada espiritual, quantas vezes eu arriei oferendas a Xangô, fazendo os mais diversos pedidos para que nosso Rei executasse a Justiça. Muitos irmãos vêem na justiça feita o acalento de seu coração, como se ela executasse o plano de vingança de Deus, descendo castigo a todos que fazem coisas erradas.

          Eu percebi que a justiça não é cega coisa nenhuma, mas que cada um colhe exatamente aquilo que planta. Xangô com seu machado, espera o momento certo de executar em nossa vida o que semeamos durante períodos.

          A justiça é executada para que haja equilíbrio. Devemos saber muito bem o que pedimos para Xangô e principalmente preparados e conscientes de que ao clamar a sua intercessão em nossa vida, ela será feita e se você é um devedor constante da Lei vai receber a cobrança, assim como aquele que é pagador constante irá receber os seus créditos.

          Quantas vezes, por um ego insuflado, clamamos essa Justiça e esquecemos de fazer o grande exercício do espelho, se vemos muita coisa errada, será que não estamos fazendo coisas erradas?

          Esquecemos que o senhor do trovão é o Orixá da balança e do machado. O machado de dois cortes que remete à imparcialidade e a balança que está ligada à justiça. Também carrega consigo a estrela de seis pontas que representa o equilíbrio.

          Xangô executa sua justiça, representada pela Pedreira, em nossa vida, eliminando nossas ações negativas, fazendo-nos pagar com as provas e expiações que escolhemos viver aqui, desabando pedras e mais pedras em nosso caminho.

          Cabe a cada um saber o que fazer com seu caminhar, afinal Deus deu para gente o livre-arbítrio. Ao deitar a cabeça para Xangô, em seu amalá, devemos saber o que vamos pedir, porque já vi muita gente, que fez a coisa errada pedir a Justiça e a mesma vir como uma tempestade de cobranças e o mesmo se perder, trocar seu caminho e ainda dizer que os Orixás castigam. Não! Os orixás não castigam. Nós que causamos os problemas e as tormentas em nossas vidas. É claro que podemos pedir ajuda! Afinal, Deus trouxe suas manifestações em formato de fé para intercederem por nós. Mas ai que está! Nosso ego, muitas vezes não deixa enxergar que podemos errar também. Que nosso erro pode de alguma forma ter prejudicado alguém. Quem nunca errou que atire a primeira pedra.

          Antes de arriar qualquer oferenda para Xangô, não se esqueça de pedir perdão pelas suas falhas, de conversar com o Orixá e dizer que também pode ter errado, e que se o fez que ele te ajude a corrigir suas faltas. Que ele te ensine um caminho melhor, que ele te ajude a evoluir. Orixá é manifestação do amor mais puro.

          Xangô nos traz a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza em nossos propósitos e ajuda a nos sustentar em nossa fé. Xangô é o orixá da vida. Seu livro da vida, que contém a escrita mais sagrada de todos os tempos, a vida de cada um dos filhos aqui em ayé (Terra). Xangô nos energiza, nos dá vigor, saúde e inteligência.

          É mais comumente sincretizado com São Jerônimo, São João Batista e São Pedro. Em nossa casa, passamos o mês de junho em comemoração e louvação a este maravilhoso Orixá. Suas cores são o vermelho com branco, o marrom e ou o cinza. Seus otás (pedras) são: a pedra do sol, o jasper, o olho de tigre; sua comida preferida: o quiabo.

 

Oferenda - De preferência fazer em uma quarta-feira.

          Se possível tome um banho de erva para limpar sua aura. (a energia purificada, ajuda a ativar melhor o efeito da oferenda)

          Vista-se de branco.

 

Material

Quiabo – 01 kilo

Gamela média (peça de madeira comprada em casa de umbanda)

Mel

Uma vela vermelha e branca ou marrom

 

Lave a gamela. Separe 12 quiabos bonitos e grandes. Corte os quiabos em rodelas finas. Se quiser coloque seus pedidos escritos em um papel branco, ou escreva seu nome. Se tiver um processo em andamento, escreva o número do processo. Acenda a vela ao lado da gamela. Em uma outra tigela, coloque os quiabos cortados em rodelas e o mel. Comece a bate-los com sua força. Se quiser, coloque pontos de Xangô para cantar. Mentalize seus pedidos. Faça até espumar.

Depois é so colocar na gamela e enfeitar com os 12 quiabos.

Eu costumo deixar esse trabalho num lugar alto em minha cozinha. Deixo por 3 dias, depois separa em um saquinho e mando embora pelo meu lixo material. Afinal moramos em uma cidade grande, com tantas pessoas e eu não gosto de ver a minha “macumbinha” por ai sendo chutada.

 

Oração à Xangô:

          Meu pai Xangô, o senhor que é rei da justiça, olhai a todos que imploram a vossa proteção e a vossa benção. Que do alto de sua pedreira nos mandeis a faísca de um raio luminoso, a fim de podermos tratar com serenidade e com a mais pura justiça os nossos semelhantes.

          Faça valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira. Se errei, conceda-me a luz do perdão. Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem. Permita, Pai, que eles não atinjam meu corpo nem minha alma.
Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça. Que eu não faça e nem sofra injustiças.

          Clamo, Pai, para que a justiça divina seja feita para todo o sempre. Proteja-me, senhor do fogo e da vida, para que não me falte a coragem, a alegria de viver, a fé e a caridade.

          Ó senhor do machado sagrado! Peço que o meu coração seja puro e que tenha a força das rochas que sempre estão sobre o seu domínio. Abençoe-me, grande Orixá, ensina-me a ser bom e justo, instrui-me a amar meus semelhantes tanto quanto Pai Oxalá me ama.

Conceda-me a graça de receber sua luz e sua proteção. Minha devoção te ofereço! Kawó Kabiesilé!

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Instituto 7Raios
Abassá de Ogunté:

 

Somos uma casa com ensinamentos espirituais baseados nas obras de Allan Kardec, Umbanda e no Esoterismo, sem fins lucrativos, sediada na Avenida Água Funda, 250, na Vila Guarani, na capital do estado de São Paulo, Brasil. Foi inaugurada no dia vinte de janeiro de 2003, com autorização do Preto Velho Pai João de Mina e da Cabocla Janaína, entidades dirigentes que determinaram nossas diretrizes, entre as quais está a pratica da caridade.

 

Nossa prática de desenvolvimento mediúnico é fundamentada nos ensinamentos tradicionais da nação Omoloco da Umbanda, conhecida como Umbandablé. Estudamos os ensinamentos transmitidos pelo Caboclo 7 encruzilhas (o codificador da Umbanda). Buscamos, porém, uma religião muito além das tradições, através do estudo e aprendizado como forma de evolução.

 

Diante do nosso compromisso, não nos prendemos nas práticas do culto afro, pois temos a consciência que existem muitas filosofias "mágicas" que contribuem para o desenvolvimento do ser humano e do Planeta. Isto não quer dizer que modificamos a essência da nossa religião, ao contrário, incorporamos no nosso aprendizado a busca do despertar interno.

 

Nossa Filosofia é o despertar em cada assistido ou médium, o seu "DEUS" interior e trazer para sua vida o Equilíbrio, a Estabilidade e a Paz.

 

Todos têm uma verdade a seguir, e aqui ela se encontra dentro de cada um. O que importa é respeitarmos todas as doutrinas e praticarmos o "bem sem olhar a quem".

 

Não somos donos da verdade, desejamos apenas mostrar a essência da humildade umbandista, como é simples e linda a nossa religião.

 

Enfim, estamos fazendo nossa história e convidamos a todos para fazer parte também.

 

 

 

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